HoloLens review – Óculos de realidade aumentada da Microsoft faz seu primeiro aniversário.

HoloLens é o visualizador de realidade aumentada (AR) da Microsoft. A empresa promete um mundo de hologramas em nosso futuro e a porta de entrada são os óculos que completaram nesse mês o primeiro ano de mercado. Saiba tudo sobre o dispositivo em nosso HoloLens review.

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Ao abrir a caixa do HoloLens você estará diante de um computador holográfico independente. Ao contrário dos headsets de realidade virtual – Playstation VROculus Rift ou HTC Vive – ele é completamente autônomo e não precisa se comunicar com um PC ou qualquer outro periférico para projetar seus hologramas. É literalmente um PC com Windows 10 que fica sobre a sua cabeça!

O HoloLens foi colocado a venda em março de 2016 e ainda exibe o status de “edição de desenvolvimento”. O dispositivo pode ser adquirido no mercado americano por US$3.000, preço salgado para o consumidor comum, mas uma bagatela para grandes empresas, ante as funcionalidades e avanços que o equipamento já vem proporcionando. Aliás, esse é sem dúvida o foco atual da Microsoft – o mercado corporativo – isso se reflete nos 150 APPs exclusivos já prontos para download disponíveis na Windows Store, sendo a maioria absoluta voltada para esse mercado.

A realidade aumentada, que é a sobreposição de elementos virtuais gerados em um ambiente real, também corretamente definida como realidade mista, já é utilizada em algumas universidades para auxiliar no ensino e por grandes empresas, por exemplo: para facilitar o deslocamento em ambientes de baixa visualização, possibilitando maior segurança e rapidez na produção, ou para visualização de itens no processo de manufatura, simplificando a produção e antecipando erros.

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As possíveis aplicações da AR são tantas que diversos especialistas estão encarando a tecnologia como o futuro da computação. Para se ter uma ideia, a IBC – importante empresa de pesquisa de mercado – estimou que o mercado da realidade aumentada irá movimentar mais de 49 bilhões de dólares em 2021, bem superior aos 209 milhões movimentados em 2016.

Bom! O equipamento já está disponível, vamos para nosso HoloLens review!

Design e Conforto

O HoloLens é estruturado em dois anéis principais – um exterior, de material plástico, onde se posicionam alguns elementos de hardware e um interior, que fica em contato direto com a cabeça e possui os principais componentes para regulagem de tamanho e inclinação.

O anel inferior possui uma almofada para amortecimento e exibe um toque bastante confortável, sendo que o equipamento é rapidamente esquecido quando você se concentra nas imagens que está visualizando.

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O peso do dispositivo não chega a incomodar, porém fica mais concentrado na região anterior dos óculos, o que gera um certo desconforto com o uso prolongado.

Um aspecto de extrema relevância e ponto positivo percebido no HoloLens review, foi a não ocorrência de náuseas, mesmo após o uso prolongado. Essa é uma ocorrência incômoda e freqüente no uso dos headsets de realidade virtual – Playstation VR, Oculus Rift e HTC Vive.

Câmeras – elas permitem que o HoloLens entenda o mundo a sua volta

A câmera frontal é um “sensor de profundidade” e trabalha em conjunto com duas câmeras laterais de “compreensão ambiental”. Externamente se parecem com câmeras comuns, mas elas são usadas ​​para capturar o ambiente ao seu redor e possibilitar que o HoloLens entenda onde os elementos ambientais estão posicionados. Se você estiver dentro de sua sala, por exemplo, o equipamento irá localizar onde o sofá, a mesa de jantar e as cadeiras estão posicionadas.
O dispositivo conta ainda com uma câmera de vídeo de 2 megapixels, posicionada na região frontal. Ela permite que você grave exatamente o que você está vendo – inclusive os hologramas – e é uma forma de se aproveitar o material que está sendo produzido, seja para uma futura apresentação ou simplesmente para se divertir com um amigo. Será uma febre no Facebook e Twitter, não?
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Lentes – a verdadeira magia do Hololens

Como vimos anteriormente, as câmeras ajudam o HoloLens a enxergar o ambiente a sua volta, mas a verdadeira magia é como os hologramas são projetados diante de seus olhos.

O sistema óptico do HoloLens é composto de lentes holográficas transparentes (a Microsoft refere-se a elas como “waveguides“), elas utilizam um sistema de projeção para lançar hologramas na frente de seus olhos.

Enquanto um smartphone tradicional têm a resolução do display medida em pixels, a Microsoft utiliza a contagem de pontos de luz para definir a resolução do HoloLens. Simplificadamente, mais pontos de luz significam hologramas mais brilhantes, nítidos e mais ricos em detalhes. As imagens são projetados como partículas de luz (fótons) através dos waveguides, o que permite seu cérebro interpretar as imagens que “saltam” ao redor de sua visão.

Mas nem tudo são flores em nosso HoloLens review, as lentes são a fonte de algumas queixas do dispositivo da Microsoft. Ele tem um campo de visão limitado, pois os hologramas precisam ser projetadas em um “tela transparente” para serem percebidos pelos olhos. Ainda é um desafio para o HoloLens, e para outros dispositivos de realidade aumentada, cobrir todo nosso campo visual. Há de se considerar que estamos ainda em uma “versão de desenvolvimento”, é esperar para ver as soluções que irão ser propostas para essa dificuldade.

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Visualização holográfica – um mundo cheio de hologramas

Esse é o local de destaque do HoloLens, ao utilizar o dispositivo, o que você irá presenciar através das lentes não é simplesmente uma tela semi-transparente pairando sobre o ar. A Microsoft está levando a realidade aumentada a outro patamar, com modelos 3D virtuais de objetos que aparecem como parte de seu ambiente real ou se combinam com ele para criar elementos inteiramente novos.

Os hologramas ainda não são totalmente semelhantes aos da ficção científica, que são cheios de vida e se misturam ao seres humanos, mas há um grande número de similaridades. Além das melhorias gráficas e de possibilidades de interação, a Microsoft está trabalhando em um recurso que ela denominou de “fixação”, no qual o usuário do HoloLens pode “bloquear” um holograma e, em seguida, movê-lo para poder analisá-lo de vários ângulos diferentes. Além disso, você é capaz de andar em torno de um elemento virtual, como se estivesse dando a volta em um objeto real – essa é uma grande vantagem do HoloLens – pois possibilita uma liberdade e portabilidade antes não imaginada para esse tipo de equipamento.

As imagens HoloLens projetadas no mundo real são vibrantes, bem definidas e realistas – embora, um pouco “nervosas”. É realmente algo que chega a ser assustador, objetos virtuais interagindo com o mundo físico em um nível de realismo incrível.

Controlando e tocando hologramas

Bom… até agora falamos de como olhar para os hologramas, essa é apenas metade da equação do HoloLens. A outra metade é como controlar esses elementos.

O conjunto de câmera e sensores espalhados pelo dispositivo permite que ele interprete, em tempo real, o movimento dos braços, das mãos e da cabeça do usuário, assim como seu deslocamento pelo ambiente onde se encontra. Soma-se a esses sensores o dispositivo de comando de voz, no qual o usuário dá instruções “conversando” com o HoloLens.

Os controles de gestos talvez ainda necessitem de um certo refinamento, pois em alguns momentos é difícil encontrar o “caminho” certo para realizar uma ação. Assim como o controle de voz, que apresenta um pequeno “delay”, o que as vezes deixa o usuário um pouco confuso.

Deixando os pequenos entraves de lado é realmente mágico poder interagir com hologramas em tempo real – usar gestos para mover um motor em desenvolvimento, em seguida, com o movimento dos olhos girá-lo na sala e, com mais um “toque”, fixá-lo em outro ponto do ambiente – incrível. Ainda não chegamos ao nível do clássico filme de Steven Spielberg – Minority Report (2002), mas estamos no caminho certo.

Placa mãe – pequena e poderosa

Talvez a parte mais impressionante do HoloLens é a sua placa-mãe. Diferente de uma robusta placa de PC ou mesmo a de um notebook convencional, a do dispositivo de realidade aumentada é minúscula e exclusivamente moldada para ele.

O coração do HoloLens não tem o tradicional formato retangular, a placa assume um formato exclusivo, sendo que todos componentes tiveram que ser desenvolvidos e encaixados nesse novo espaço. Segundo a Microsoft não foi nada fácil…

Assim como a maioria das placas a do HoloLens se estrutura nos componentes principais – uma CPU (32 bits Intel), GPU, memória flash, memória RAM, chip Wi-Fi e chip Bluetooth. No entanto, a Microsoft apresentou um novo chip para a placa-mãe do HoloLens: a HPU (unidade de processamento holográfico).

Segundo eles “é a hora do mundo conhecer o terceiro processador”. A HPU faz boa parte do trabalho pesado do HoloLens, de forma que a CPU e GPU ficam por conta de rodar os aplicativos e exibir os hologramas. A HPU foca-se em ler os dados das câmeras e sensores e processá-los, em tempo real, para que o usuário possa utilizar todo o gestual e movimentos com precisão.

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HoloLens + Skype

Áudio espacial completa o pacote

O HoloLens é equipado com dois alto-falantes posicionados, quando o usuário está com o equipamento acoplado à cabeça, logo acima das orelhas. O resultado das ondas sonoras é o denominado áudio espacial, do qual aplicativos e jogos podem se aproveitar para fazer os “inimigos” parecerem estar atrás de você, ao invés de carregar elementos visuais para fazer você se virar. E isso funciona muito bem no HoloLens, a qualidade sonora é admirável, parece que você está usando fones de ouvido, mas você não está.

Um universo de possibilidades

Em nosso HoloLens review podemos perceber que o dispositivo ainda carece de um maior refinamento técnico e, principalmente, uma redução de custo, até que possa chegar às prateleiras das lojas.

No entanto, honestamente, o HoloLens pode transformar a forma como interagimos com o mundo. Existem milhares de ideias para serem desenvolvidas com o aparelho, muitas delas, logicamente, ainda não podem ser colocadas em prática, mas o potencial da tecnologia de realidade aumentada está definitivamente personalizado no Hololens – e é muito forte.

HoloLens é uma das tecnologias mais fascinantes já desenvolvidas pelo homem. Ainda não sabemos quanto isso vai custar no varejo, mas o óculos da Microsoft parece ter um potencial ilimitado. O que virá pela frente ainda não sabemos, mas parece muito promissor!

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Abaixo alguns vídeos sobre as utilizações do HoloLens:

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